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Aftas- o que você precisa saber.

Começa com um ardido na boca, seguido por coceira ou formigamento, mas pode chegar a um estágio que até beber água fica difícil. É inevitável dar uma olhadinha no espelho para saber qual o motivo de tamanho incômodo, e lá está ela: a afta. Isso quando elas não vêm em duplas ou trios.

As aftas atingem cerca de 20% da população mundial, sobretudo jovens adultos. A propensão nas mulheres também é maior – de dois para um. As causas ainda não são conhecidas, mas, segundo a dermatologista Vanessa Metz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, 30% das pessoas que tem afta recorrente tem histórico familiar.

Aftas são ulceras rasas de aproximadamente 1 cm de diâmetro que aparecem na cavidade oral. São lesões benignas, extremamente dolorosas, que acometem cerca de 20% ou mais da população mundial. “Elas podem ser brancas ou amareladas e podem aparecer na mucosa bucal, língua, gengiva”, diz a estomatologista, Carméli Sampaio, consultora científica da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

Não existe uma causa determinante estabelecida para o aparecimento da afta. Existem evidências científicas de como é desencadeado o seu aparecimento, como a predisposição genética e fatores ambientais. Pequenos machucados na boca decorrentes da escovação da maneira inadequada deixam o ambiente propicio, por exemplo.

“Sistema imunológico debilitado, estresse emocional e doenças do aparelho digestivo também estão entre as causas”, afirma a dermatologista Vanessa Metz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Não há necessidade de um tratamento específico, pois as aftas somem espontaneamente em até duas semanas. O que pode ser feito é medicar os sintomas para diminuir a dor. Bochechos com líquidos analgésicos, pomadas anti-inflamatórias e analgésicos são os mais indicados. “Em casos mais graves, podem ser usados corticoides, que devem ser receitados por um estomatologista”, recomenda Carméli Sampaio. O tratamento vai diminuir a dor e acelerar o processo de cicatrização.

Lesões que durem mais que 3 semanas, ou se forem muito grandes ou recorrentes devem ser monitoradas com ajuda de um estomatologista.

Evite usar receitas caseiras como bicarbonato sobre as lesões, pois podem causar queimaduras quimicas e agravar o problema.

Em caso de dúvida procure o seu dentista ele poderá lhe auxiliar a minimizar os efeitos dolorosos dessas lesões.

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